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Educacional: Emissão do Óxido Nitroso na atmosfera
O N2O
podem ser produzido por processos biogênicos e
abiogênico: O processo de desnitrificação e
nitrificação são processos biogênicos que produzem N2O
e NO. Estes gases são importantes para a química da
atmosfera.
O N2O contribui para o
aquecimento global e para destruição do ozônio na
estratosfera (LOGAN,1983;CICERONE,1987;KHALIL,199).O
NO afeta regionalmente a química do ozônio na
troposfera (LOGAN, 1983).
A
desnitrificação é um processo heterotrófico pelo qual
muitos gêneros de bactérias (principalmente
Pseudomonas) utilizam o carbono orgânico como fonte
redutora e , na ausência do O2, utilizam
os óxidos de nitrogênio como aceptores de elétrons –
resultando na produção de N2O,NO e N2 (Davidson,1991).
A
nitrificação é um processo de oxidação biológica das
formas redutíveis de nitrogênio (NH4+)
resultando em NO2- e NO3-.As
bactérias nitrificantes podem obter energia desta
oxidação (família Nitribacteriaceae) ou
utilizá-la
como produto secundário de nitrificação
heterotrófica.
A
Quimiodenitrificação é um processo abiogênico de
autodecomposição do HNO2, e da reação
deste com grupos fenólicos da matéria orgânica do
solo – resultan do
na produção de NO e N2O. A ocorrência de
quimiodenitrificação é significantemente maior
quando o pH do solo é menor que 5.
O
controle da produção de N2O por
microrganismos desnitrificadores no solo é
determinado pelo suprimento de nitrato, CO de fácil
assimilação e status de O2 no solo.
Os
microrganismos desnitrificadores utilizam o N na
forma de nitrato como aceptor final de elétrons sob
condições anaeróbias. A conversão de florestas em
pastagens aumenta a disponibilidade imediata de N no
solo graças à rápida mineralização provocada pelo
fogo, por ocasião da queima da biomassa vegetal
derrubada, embora parte do N seja perdido sob formas
gasosas durante a queima.
Aparentemente, pastagens novas liberam quantidades
significativas de N2O, dependendo do
referido aumento na disponibilidade de N para os
microrganismos desnitrificadores. Com o passar dos
anos de exploração dessas pastagens, há redução
acentuada na disponibilidade de N no solo, conforme
as perdas excessivas por lixiviação, que ocorrem
graças à quantidade de N disponível no solo superar
a demanda das plantas forrageiras. Como
conseqüência, os fluxos de N2O também
decrescem com o tempo de exploração da pastagem.
A concentração de N2O na atmosfera tem
aumentado na taxa de 0,25 % ao ano, sendo os solos
tropicais considerados os maiores responsáveis pela
emissão de N2O em ecossistemas terrestres
naturais. As florestas tropicais têm maior
abundância relativa de nitrogênio em comparação a
outros biomas (VITOUSEK e Snaford,1986).
Os seres humanos estão agora provocando mudanças no
ciclo do nitrogênio, mediante ajustes globais tão
drásticos quanto no ciclo do carbono. Em 1950,
produziam-se e aplicavam-se anualmente cerca de 3
milhões de toneladas de fertilizantes artificiais de
nitrogênio. Hoje, esse total passa de 50 milhões de
toneladas. Este e outros progressos da agricultura
estão alterando o ciclo do nitrogênio de formas que
ainda nem começamos a entender.
Por
outro lado, a queima de combustíveis fósseis não
produz apenas monóxido de carbono e dióxido de
carbono, mas também compostos de nitrogênio e
oxigênio. O oxido nítrico (NO) tem um átomo de
nitrogênio e um do oxigênio; o oxido nitroso (N2O)
tem dois átomos de nitrogênio e um de oxigênio; ou
seja; o oxido nitroso (que tem três átomos) provoca
efeito estufa. Uma molécula deste gás equivale ao
potencial de aquecimento de cerca de 250 moléculas
de dióxido de carbono e também permanece mais tempo
no ar, em média 125 anos.
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