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Soldagem de pinos
Trata-se de um processo de soldagem a
arco elétrico que une pinos ou peças semelhantes
por
aquecimento e
fusão do metal base e parte da ponta do pino,
seguido de imediata pressão, para melhor união e
solidificação. A
energia elétrica e a força mecânica são
transmitidas através de um porta-pinos num
dispositivo de elevação, e protegidos por uma
cerâmica, que tem como função a proteção contra
os respingos, contaminação atmosférica, e conter o
metal líquido.
O
arco elétrico é obtido através da operação de
toque e retração de pino. Depois de um determinado
tempo, onde o pino é submerso no banho de fusão. O
anel de cerâmica concentra o arco voltaico, protege
contra a atmosfera e limita o banho de fusão.
Durante a soldagem, o anel de cerâmica e o pino são
colocados manualmente no equipamento apropriado
conhecido como pistola para Stud e o processo de
solda é executado pelos comandos existentes.
O
tempo de operação é da ordem dos milissegundos, é
relativamente curto se comparado com os processos a
arco convencionais, devido o ciclo de trabalho ser
muito curto, temos uma ZTA ( Zona Termicamente
Afetada ) muito estreita.
A
pistola de soldagem tem por finalidade segurar e
movimentar o pino; contém um gatilho que libera a
corrente de soldagem, a qual é transmitida para
a ponta do pino, que é uma espécie de encaixe, estes
encaixes podem ter diferentes
geometrias e espessuras, compatíveis com o pino
a fixar. A pistola também fornece
pressão e alivio ao sistema, através de uma
mola controlada por uma
válvula solenóide. As unidades de controle são
basicamente
circuitos temporizadores para aplicação do tempo
de soldagem e tempo de pressão, que são ligadas as
fontes e à pistola de soldagem, os controladores
podem ser integrados as fontes de energia ou
separadas.
As
fontes de energia empregadas no processo
convencional são semelhantes às usadas para o
processo
eletrodo revestido, tanto
geradores ou
retificadores, com os pinos ligados ao
pólo positivo, é recomendado utilizar fontes com
potência acima de 400
Ampéres e tensões em vazio de no mínimo 70
Volts, caso haja a exigência de correntes mais
elevadas, pode-se ligar as fontes em paralelo, ou
utilizar-se de fontes desenvolvidas para goivagem a
grafite, que normalmente são projetadas para
correntes de até 1600 Ampères, outra variante do
processo, utiliza-se uma fonte com
descarga capacitiva, com capacitores de alta
capacidade.
Aplicações da soldagem à
pinos
-
Caldeiraria, Fornos e Chaminés, colocação de
pinos em tubos de
trocadores de calor e fixação de ancoragens
para isolamento;
-
Estruturas Metálicas e em
Concreto Armado, fixação de
buchas e ancoramento de
concreto.
-
Construção Elétrica substitui uniões
roscadas complicadas e pequenas peças de
fixação;
-
Construção Naval: Fixadores para mantas
isolantes e fixadores de cabos;
-
Indústria Automobilística, por exemplo,
fixação das armações, revestimentos, parafusos e
porcas.
Materiais
Os
pinos podem ser de aço SAE 1030, em aço baixa liga
com
Cr
Mo; pino de
aço inox com alta liga; pinos de
alumínio 99,5 em ligas de alumínio (proteção da
poça de soldagem com gás
argônio é necessário). É possível solda
dissimilar, geralmente com pinos de aço inoxidável
para ancoragem de
refratário para válvulas siderúrgicas.
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